Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

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Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
Ser ou não ser?
O dilema shakspeareano não me atrapalha mais, afinal de contas o rumo das coisas já esta sendo traçado, não me pertence mais, ou muito pelo contrário é de total responsabilidade minha.
Este ano eu completo uma década de atividades políticas. Me meti com diretórios acadêmicos, já fiz greve geral, organização do movimento hip hop, fui delegado do orçamento participativo, da UNE, já dei palestras, organizei debates, escrevi textos, assessoria parlamentar, dirigente cultural, ja fui vice-presidente de partido, bom enfim já fiz algumas coisas dentro daquilo que chamamos de política, logo me tornei um político.
Sim, não adianta disfarçar, maquiar ou teatralizar, sim eu sou um político!!! Uma das classes mais abomina da sociedade brasileira, claro que só perde para juiz de futebol. Como não poderia ser diferente o meu envolvimento com a tal política, vem num processo evolutivo que acabou tornando-se parte inalienável do meu projeto de vida. Uma das facetas da política é a política partidária, referente as disputas na sociedade, eleições, decisões, leis, articulações....
Este ano a minha corrente interna do PT definiu que EU deveria representá-los nas próximas eleições municipais para vereador aqui em Gravataí, portanto sou um pré-candidato à câmara de vereadores, juntamente com o pré-candidato a prefeito Daniel Bordignon.
Pedro Thomé, Amon e Bordignon na atividade de 40 anos do assasinato del comandante CHE!
Um ano de muitos desafios...
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Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008
Rede Carrefour explora a pecuária do desmatamento
A rede Carrefour acaba de lançar, na imprensa nacional, a campanha e caderno "Eu uso a cuca", contendo "dez mandamentos" para seus clientes. O décimo reza: "Escolha empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável". Mas, pelas informações disponíveis até o momento, parece difícil para o consumidor implementar este mandamento nos supermercados da rede, pelo menos no que diz respeito aos produtos da Amazônia.
O Carrefour possuia até 2007 mais de 100 mil cabeças de gado na Amazônia Legal, cujo abate é realizado em parte pela Friboi e cuja origem parece ser, em sua maioria, ilegal. Quem o sugere é o próprio Carrefour, em seu site. Das várias fazendas que possuia, a empresa menciona apenas aquela supostamente melhor em termos de desempenho ambiental, isto é a São Marcelo, em Juruena, no Noroeste de Mato Grosso. Eis o que consta no site da rede varejista: "Só para se ter uma idéia, da importância que o Carrefour dá ao tema, quase a metade da Fazenda São Marcelo, no Mato Grosso, tem suas matas nativas totalmente intocadas."
Na realidade, as fazendas de gado da rede Carrefour, no Mato Grosso, foram vendidas no segundo semestre de 2007 para a viúva e filhos do fundador da rede, o francês Jacques Defforey. Mas o site da rede varejista continua mencionando a São Marcelo como de propriedade do Carrefour. De qualquer forma, a produção das fazendas continua sendo adquirida pela rede, conforme apurou o site Amazônia.
Se "quase a metade" da fazenda São Marcelo tiver ainda mata nativa - admitindo portanto que ela tenha aproximadamente 40% de cobertura florestal - metade da produção adquirida pelo Carrefour desta fazenda seria ilegal, pois o mínimo que a lei exige nesta região é uma cobertura florestal de 80%.
O Carrefour nem sequer menciona as outras fazendas. Entre elas há a Vale do Sepotuba e a Matovi, que possivelmente devem apresentar indicadores de ilegalidade maiores, pois nem sequer aparecem na lista "Garantia de Origem" do mesmo site. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação do Estado de Mato Grosso, a fazenda Vale do Sepotuba teria 4.300 hectares, dos quais seriam preservados apenas um quarto, ou seja 1.104. Já no caso da Matovi, de 1.200 hectares, apenas 160 seriam mantidos como reserva. Ainda de acordo com o site da SECOM/MT, o grupo teria também parceria com outros 15 pecuaristas no Estado, além de arrendar mais fazendas nas regiões de Juína e Juruena.
Dessa forma, na mais otimista das interpretações, a rede teria, por sua própria admissão, a maioria de seu fornecimento bovino da região oriundo de práticas ilegais. Além disso, o Carrefour não divulga ter adotado qualquer sistema de controle da legalidade ambiental de fornecedores terceiros.
Mas o dever de casa que a rede terá de cumprir, caso deseje se enquadrar em seus próprios mandamentos, vai muito além da questão da carne. De acordo com Karina Aharonian, gerente do Grupo de Compradores de Produtos Florestais Certificados, o Carrefour também não faz parte até hoje desta associação empresarial, que reúne as empresas que buscam madeira, carvão, papel, castanhas e outros produtos com certificação de origem pelo FSC. Da mesma forma, no site da empresa não consta qualquer compromisso relacionado com a certificação florestal, ou até mesmo uma priorização de tais produtos perante seus fornecedores. O Grupo de Compradores relata que têm recebido algumas demandas para a compra de produtos certificados pela matriz do Carrefour, na França, mas nada por parte da empresa no Brasil, até o momento.
Retirado do site: Amazônia.org
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Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
Chove chuva
Toda temática ambientalista começa a soar como um mantra, um mantra similar ao do uso da camisinha, todo mundo sabe que deve usar que tem que usar como colocar... as questões ambientais estão no mesmo patamar. Todo mundo sabe que o planeta vive um momento de aquecimento global, de desmatamento e de falta de água.
A água é sempre um assunto delicado, ainda mais para nós gaúchos que estamos sentados em cima do aqüífero guarani um dos maiores do mundo. Os últimos 3 anos o rio Gravataí tem passado por momentos críticos, muito por conta dos arrozais e seus desvios irregulares e outro motivo são as mudanças climáticas, é fato quase não chove no verão.
Esse verão até que esta chuvoso, até que a temperatura no bafão da região metropolitana esta suportável, o que é insuportável? Insuportável é a indiferença das pessoas às campanhas governamentais para economia da água.
Não dá mais para tolerar lavagem de calçada ou pior varreduras de mangueira e litros e litros de água potável escorrendo nas ruas(1.800Litros), minutos preciosos de água na escovação dos dentes(8Litros) ou dos neuróticos amantes de carros que lama os seus carros todo o santo dia(1.200Litros).
Temos o dever de despertar para o senso coletivista em todos os aspectos, no ambientalismo, no consumo responsável, na democracia, no internacionalismo, na solidariedade e no pacifismo.
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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Brasil sem grades de fato
A rotina matinal é sempre ler os e-mails, alguns blogs e os jornais impressos, sempre tento ler tudo atentamente, para que nada passe despercebido. Recentemente o jornal de maior influência no Estado, publicou um “a pedido” da ONG – Brasil Sem Grades, referendando a redução da maior idade penal. Um anúncio de página dupla, na primeira parte do jornal, o que significa uma bela posição. Mas o que isto significa? O que há por trás do simbolismo deste “a pedido” que estampa a dualidade de dois jovens, através de uma fotografia mostrando duas realidades: um jovem em postura de votar e o outro para cometer delitos?
Em recente pesquisa de opinião pública foi constatado que 89% dos entrevistados são favoráveis a redução da maioridade penal, isso quer dizer que majoritariamente a sociedade quer essa mudança. Quer mesmo? Ou está sendo induzia a acreditar nesta tese? A opinião pública é majoritariamente influenciada pelos veículos de comunicação, que aqui no Brasil desempenham um monopólio impenetrável. Geralmente a opinião pública formulada nas edições e gabinetes não tem o menor cuidado com questões técnicas, está desprovida de elaboração, de profissionais como sociólogos, historiadores, psicólogos ou juristas.Isso quer dizer que qualquer discussão que envolva opinião pública, legítima e democrática, deve obrigatoriamente passar pelos meios de comunicação, mas se estes meios estão quase que na sua totalidade corrompidos por interesses comercias e lobistas como poderemos estabelecer um debate franco e politizado na sociedade¿ Democratizando a informação, pluralizando a comunicação e estabelecendo espaços e oportunidades igualitárias entre as diferentes formas de pensar e desta forma promover a transparência na formulação da opinião pública via meios de comunicação de massa.
NO site da ONG Brasil Sem Grades, (este nome já uma contradição), afirma que 30% dos acusados de homicídio são adolescentes, bem, a ONG deveria complementar esses dados com o número de quantos desses jovens estão abaixo da linha da pobreza, ou consultar especialistas como, psicólogos, para avaliar o grau de influência social que a violência disseminada na televisão causa à psique desses jovens, ou explicar por que o capitalismo moderno e globalizado é tão antagônico, melhor ainda a ONG Brasil sem grandes deveria ver quais são as condições físicas e sociais de uma instituição como a FEBEM. Resumidamente a redução da maioridade penal vai colocar o adolescente pobre na cadeia.
Todos os estudos consagrados de psicologia e pedagogia apontam a primeira infância como o momento em que a criança absorve valores, sempre considerando brincadeiras, jogos, amizades, meio-social, ela aprende que a determinados procedimentos corresponde um tipo de sanção a ser aplicada. O ECA que é questionado no site da ONG é um dos estatutos mais modernos do mundo, copiado pelas nações mais modernas e progressistas do planeta, que, diga-se de passagem, maioridade penal é com 18 anos ou 21 anos (excluindo Inglaterra e EUA)
O mais esquizofrênico deste debate sobre a redução da maioridade penal é associar a redução para o exercício do voto, dizendo que tendo condições para escolher seus representantes políticos, os adolescentes são providos de consciência sobre seus atos. Assim, se parte do pressuposto de que a consciência política pode ser verificada no jovem, por que a consciência penal também não poderia sê-la?
Primeiro o voto aos 16 é facultativo, isso quer dizer que só o jovem com alto grau de informação e consciência dirige-se ao cartório eleitoral e tira seu título de eleitor e a quase totalidade da sociedade brasileira não faz a menor idéia do que seja imputação penal, código penal, leis e muito menos o estado. A resposta? Justiça Social!
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Sábado, Fevereiro 09, 2008
ALGUMAS HISTÓRIAS QUE O CAÇADOR DE PIPAS NÃO CONTA...
O filme “O Caçador de Pipas”, dirigido por Marc Foster, tem o mérito de apresentar um painel sobre a cultura, as tradições e a vida no Afeganistão, a partir do relato sobre a amizade de dois meninos afegãos. É uma obra de ficção mesclada com uma tentativa de painel histórico sobre um período da história do país que compreende a queda da monarquia nos anos 70, a invasão dos soviéticos e a ascensão dos talibãs ao poder. É aí, em seu pano de fundo histórico, que os méritos definham e os problemas florescem. O filme é uma adaptação do best-seller do médico Khaled Hosseini, nascido em 1965 em Cabul e que vive nos Estados Unidos desde 1980. O livro foi escrito inteiramente na Califórnia. Hosseini só voltou ao Afeganistão depois do livro ter sido lançado, 27 anos após ter deixado o país. Essa distância espacial e temporal ajuda a entender as omissões históricas e a visão generosa do autor com o papel dos EUA na destruição de sua terra natal.
Quando visitou o país, após a publicação de seu livro, Hosseini ficou chocado. “Infelizmente, o que vi por lá era pior do que aquilo que imaginei e narrei. A destruição do país é impressionante, muito triste”, declarou em entrevista à revista Época. No livro (e no filme), o escritor é grato pela acolhida que teve nos EUA. Ao imaginar como poderia ter sido a vida do personagem Hassan, caso tivesse conseguido fugir para a América, escreve que o amigo estaria vivendo em um país “onde ninguém se importa com o fato de ele ser um hazara”. Essa visão que é escancarada em todo o filme, mostra os soviéticos e os talibãs como seres monstruosos e pervertidos sexualmente, mas omite alguns “detalhes” históricos relacionados ao papel que os EUA tiveram no fortalecimento dos talibãs e na sua chegada ao poder. Assim como ocorreu com Saddam Hussein no Iraque (contra o Irã), os talibãs foram aliados dos EUA no Afeganistão (contra os soviéticos). O civilizada e laico Ocidente foi cúmplice direto dos terríveis crimes cometidos pelos talibãs.
Se Hosseini não tivesse escrito o livro inteiramente na Califórnia, baseado apenas em sua memória e imaginação, talvez tivesse produzido um relato um pouco mais equilibrado historicamente. Ao final do filme, do ponto de vista histórico, o que fica é o seguinte: a selvageria soviética e talibã, de um lado, e o papel salvador e civilizatório do Ocidente, do outro. Nenhuma referência sobre como países como EUA e Inglaterra – e seus aliados na região, como Paquistão e Arábia Saudita -contribuíram decisivamente para tornar o país um monte de ruínas
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Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
A super terça
Terça foi meu último dia de carnaval em Laguna, estava lá com mais 35 amigos fazendo todo tipo de coisas que um carnaval merece. Sabe nunca gostei de carnaval, sempre achei um clima meio artificial de euforia, porém com o passar dos anos fui compreendendo melhor a alma da maior festa popular do mundo. Extravasar, pular, gritar, dançar freneticamente, beijar, brincar, resumindo ser feliz!!!
Os 4 dias que passamos em Laguna ficamos totalmente alheios as notícias e as coisas do mundo, nada de tão terrível, as pessoas merecem folgas de tempos em tempos. Mas, mundo não para, não para e tem dono e esse dono estas sendo escolhido lá pelas bandas dos Estados Unidos da América do Norte.
No ano passado andei estudando a organização política de 36 democracias em todo o mundo, de Arend Lijphart, no livro MODELOS DE DEMOCRACIA, uma análise completa do processo democrático, seu funcionamento, suas formas de organização e as influências que pode exercer sobre a situação social e econômica dos países observados. E os EUA são uma das democracias mais atravessadas e incompletas do mundo.
Pois bem, lá nas bandas do Tio Sam existem vários partidos inclusive socialistas e comunistas sem a menor chance eleitoral e nenhuma cobertura midiática. A polarização política acontece entre Republicanos de ultra direita (bush) e seu candidato John Mccain e Democratas liberais de direita (Clinton, Hilary, Al Gore e Obama).
A verdade nua e crua é que quase nada muda quando se alternam na presidência conservadores e liberais. Porém algumas coisas são importantíssimas para a política mundial e mesmo que pequenas podem repercutir muito no mundo todo. Mccain é o candidato de Bush, defende a política externa de Bush na qual todo mundo é terrorista até que se prove o contrario.
Hilary defendeu a guerra do Iraque, o marido dela já foi presidente, tentou implementar a ALCA, negou ajuda Ruanda e poluiu muito tanto quanto Bush, quem era seu vice?? Al Gore o mesmo que acaba de ganhar o Nobel da paz pelo filme Uma verdade Inconveniente.
O novo, o que pode fazer alguma diferença, mesmo que pequena Barak Obama é senador de primeiro mandato pelo estado de Illinois Nascido em 1961 no Havaí, filho de queniano e uma mulher branca de Meio-Oeste, formado na prestigiosa Universidade de Harvard, Obama oferece uma imagem de retidão. Obama foi o único candidato que não aceitou dinheiro de lobistas recebendo somente doações individuais, ele também é o único que defende a saída imediata do Iraque, taxação das grandes fortunas, em questões morais e de saúde pública, Obama se mostra a favor do direito da mulher abortar e não se opõe a união civil entre homossexuais. Ele também pretende universalizar o serviço de assistência médica dos Estados Unidos. Enfim mesmo que pequenas as diferenças devem ser percebidas. Um negro, filho de imigrante, com brisas tendenciosas de esquerda eleito presidente dos EUA? Ah essa eu quero ver.
posted by AMON DA COSTA
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